O Estádio que tinha "preço máximo fixo garantido" de 23 milhões de contos e acabou a custar 32 milhões, mas mesmo assim "custou menos do que o orçamentado".


http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=35923&idCanal=12
2003-06-06
132,5 milhões de euros para novo estádio
BENFICA VAI PEDIR AUMENTO DE
AVAL
Manuel Vilarinho vai pedir hoje aos sócios,
na Assembleia Geral marcada para as 20 horas no Fórum Lisboa (antigo Cinema
Roma), a aprovação de uma proposta que autoriza a Direcção a "prestar garantias
ou realizar outras operações de crédito" "até ao montante de 132,5 milhões de
euros" (26,5 milhões de contos) com vista à construção do novo estádio.
A Direcção pretende alterar a deliberação da
AG de 28 de Setembro de 2001, na qual os sócios autorizaram que fossem
contraídos créditos bancários até ao valor de 45 milhões de euros (9 milhões de
contos), que era então o valor em falta para o novo recinto, uma vez que o
restante financiamento estava assegurado.
A alteração desta alínea está a provocar reacções muito fortes por parte dos
sócios, que falam mesmo no pedido de passagem de um "cheque em branco".
Manuel
Vilarinho, contudo, recusa polémicas e garante que o que está em causa é
bastante explícito. Trata-se unicamente, segundo o presidente do Benfica, do
aumento das garantias dadas ao banco para que seja definitivamente assinado o
projecto de financiamento do novo estádio. Aumento esse que o banco pede face à
derrapagem de cerca de dois milhões de contos (dez milhões de euros) - de 24,5
para 26,5 milhões -, relativos ao recheio do recinto (cadeiras, azulejos, louças
sanitárias, etc), não contemplado no projecto inicial.
Vilarinho explica mesmo que as garantias apresentadas pelo Benfica continuam a
ser as mesmas, existindo apenas um aumento do prazo de hipoteca (mais anos).
Segundo o líder encarnado, o mutuário do negócio é já a Benfica Estádio, mas
quem apresenta as garantias é o clube, daí a necessidade de autorização dos
sócios. Essas garantias passariam do tal valor inicial de 9 milhões de contos,
para cerca de 11 milhões.
O banco até poderá nunca fazer uso destas garantias, desde que o Benfica cumpra
as suas obrigações dentro do prazo, o que poderá não ser difícil, se, conforme é
convicção de Manuel Vilarinho, a venda de lugares na nova Luz correr bem.
Só que estes valores não estão bem explícitos no documento, que apenas fala em
dois valores: os 9 milhões de contos (45 milhões de euros) que constam na
deliberação da AG de 28 de Setembro de 2001, a que aprovou o novo estádio, e a
mudança para 132,5 milhões de euros na nova versão, que Vilarinho garante
tratar-se do montante total dos custos da nova Luz.
Com a polémica instalada, Vilarinho não levanta o véu sobre o tabu da sua
recandidatura e diz que tudo pode acontecer.
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=36248&idCanal=12
2003-06-07
Financiamento do Benfica
DIRECÇÃO GARANTE AVAL
Os sócios do Benfica, reunidos ontem em
Assembleia Geral Extraordinária (AG) no Fórum Lisboa (antigo cinema Roma),
aprovaram, por esmagadora maioria, a proposta da Direcção que permitirá fechar o
projecto de financiamento do novo estádio da Luz.
A Direcção pediu aos sócios autorização para efectuar empréstimos bancários até
ao valor de 132,5 milhões de euros (26,5 milhões de contos), um aumento
substancial em relação ao aval de 45 milhões de euros (nove milhões de contos)
que os sócios haviam dado em Setembro de 2001.
A Direcção explicou que este aumento foi uma exigência do sindicato bancário
para salvaguardar atrasos nos pagamentos e que poderá nunca vir a ser activado
na sua totalidade.
http://www.record.pt/noticia.asp?id=244266&idCanal=11
Cem milhões em 15 anos
CONTRATO BANCÁRIO SUBMETIDO À AG
A construção do novo estádio do Benfica está estimada em 134 milhões de euros
(cerca de 26,8 milhões de contos). Destes, 22,6 milhões resultam da
comparticipação estatal constante do contrato programa já assinado com o
Governo.
O Benfica beneficia igualmente de uma verba na ordem dos 10 milhões de euros
como resultado da atribuição à Câmara Municipal de Lisboa de uma parcela de
terreno para construção de um posto de combustível. A estes números acresce
ainda uma verba resultante da venda dos terrenos onde se situa o velho estádio à
Somague, empresa responsável pela construção do novo recinto.
Em traços gerais é este o cenário que os responsáveis do clube da águia
explicitarão os associados na reunião magna a ter lugar pelas 20 horas no
auditório do Cinema Roma.
A eventual aprovação das propostas a apresentar aos sócios permitirá aos
responsáveis benfiquistas fechar o "project finance" que poderá assegurar a
viabilidade das obras em curso.
Autor: ANTÓNIO JOSÉ
OLIVEIRA
Data: Sexta-feira,
6
Junho de 2003 - 01:41
http://www.record.pt/noticia.asp?id=244946&idCanal=11
Garantias fazem brilhar nova Luz
ALMOFADA DE 72 MILHÕES DE EUROS
Dos 45 milhões aprovados em 28 de Setembro de 2001, os responsáveis pediram aos
sócios a autorização para um eventual endividamento de 132,5 milhões de euros,
quase o triplo da verba inicial. Uma das razões adiantadas por Manuel Vilarinho
foi o aumento de custos do novo estádio devido aos acabamentos do recinto. Os 45
milhões inicialmente orçamentados passaram para 60 milhões com os melhoramentos
efectuados. Contudo, para os chegar aos 132,5 milhões que a Direcção está
autorizada a atingir sobram ainda 72,5 milhões, uma verba que dava para o
construção de um novo recinto desportivo.
Na reunião magna o vice-presidente Tinoco de Faria justificou que a quantia
pedida servirá unicamente para segurar o clube encarnado contra qualquer
percalço, e só será utilizado para adiantar ao empreiteiro verbas prometidas ao
Benfica, mas sem um prazo definido de entrada.
Do Instituto Nacional do Desporto
os encarnados têm a receber 14 milhões de euros; das finanças são aguardados
mais 17 milhões referente ao reembolso do IVA; finalmente foram ainda
salvaguardados 37 milhões destinados a "Fundos Próprios". Somando as parcelas
destes três pontos atinge-se os 68 milhões que, adicionados aos 60 milhões da
construção da nova Luz, perfazem 128 milhões. Com um tecto de 132,5 milhões os
responsáveis do clube encarnado ainda ficam com uma garantia de 4,5 milhões para
colmatarem qualquer derrapagem no custo das obras.
"o negócio possível". Em relação ao acordo com a Shell, Manuel Vilarinho
reconheceu que não foi "o melhor negócio", mas lembrou que era prioritário pagar
os impostos em atraso referentes a 2000. Recorde-se que, no mínimo, os cofres do
Benfica vão beneficiar de 500 mil euros, apesar de hipotecarem uma receita até
2017.
Milhões davam para Zidane
Mesmo com a certeza que o "excedente" de 72 milhões de euros não será aplicado
na aquisição de jogadores, a verba ainda permite sonhar com os melhores
futebolistas do mundo.
Em 2001 o Real Madrid adquiriu Zidane à Juventus por 70 milhões de euros, uma
transferência "louca" que dificilmente se repetirá no presente defeso devido à
recessão que afecta o mundo do futebol. Só graças a essa crise e à baixa dos
preços dos passes é que os 72 milhões chegariam para comprar um Zidane e para
lhe garantir os salários.
Mais barato seria Figo, que em 2000 saiu do Barcelona para Madrid por 50
milhões. E ao alcance estaria Ronaldinho Gaúcho, avaliado neste momento em
"apenas" 13 milhões de euros.
8
Junho de 2003
http://www.record.pt/noticia.asp?id=641104&idCanal=11
“Não há dinheiro
mas há imaginação, credibilidade. O novo estádio custou 165 milhões de euros
e já pagámos mais de 100 milhões”, anunciou o presidente das águias, que se
queixou várias vezes do que herdou do passado. “O Benfica ganhou uma volta a
Portugal e ainda hoje está a pagar isso, mais de um milhão de euros”, referiu,
como exemplo. Vieira afirmou ainda que “existiram ‘off-shores’ na Luz, no tempo
de Vale e Azevedo”, altura em que “o clube esteve três anos sem pagar ao fisco”.
“Em dois meses, depois, pagámos nós 20 milhões de euros”, garantiu.
21 Dezembro de 2004
http://www.record.pt/noticia.asp?id=671470&idCanal=11
(...) Estádio da Luz ficou mais caro
Domingos Soares Oliveira, administrador da SAD responsável pela área financeira,
revelou ontem que o novo estádio custou 162 milhões de euros, sensivelmente mais
25 milhões do que o previsto. Com o novo recinto, os encarnados aumentaram
substancialmente os proveitos e ganharam mais 3 mil sócios, contabilizando nesta
fase um número de associados pagantes na ordem dos 95 mil. (...)
29 Abril de 2005
http://www.record.pt/noticia.asp?id=676152&idCanal=11
(...) Passivo a descer
Vieira também destacou a importância do centro de estágio. “É aqui que pensamos
ter mais 100 anos gloriosos, é aqui que vamos fazer a nova geração do Benfica”,
sublinhou, recordando os “problemas financeiros” que afectaram a construção da
infra-estrutura.
Apesar dos avultados investimentos feitos no estádio (162 milhões de euros) e
centro de estágio (15 milhões de euros, acrescidos de impostos), Vieira
assegurou: “O passivo está controlado e a baixar.” (...)
8 Junho de 2005
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=168849&idCanal=21
2005-08-01
À Somague - Revela 'Jornal de Negócios'
Benfica hipoteca jogadores
O Benfica 'hipotecou' cinco jogadores do
seu plantel principal - Petit, dos Santos, Fyssas, Geovanni e Carlitos à empresa
de construção Somague. Os passes dos referidos atletas servem de garantia para o
pagamento da dívida relativa à construção do novo Estádio da Luz.
O passe de Petit, ou os 50% do
mesmo detidos pela Benfica SAD, é um dos cinco 'hipotecados' à Somague
No passado dia 14 de Janeiro, segundo revela o 'Jornal de Negócios' na sua
edição desta segunda-feira, a direcção do Benfica assinou um contrato com a
Somague, estipulando o pagamento em 59 prestações de uma tranche de 19,3 milhões
de euros. A garantia dada pelos 'encarnados' sobre este contrato foram os passes
de Petit (os 50% detidos pela Benfica SAD), dos Santos, Fyssas, Geovanni e
Carlitos.
Ao abrigo do referido contrato, a Somague pode accionar a cláusula de garantia
se o Benfica falhar uma prestação, passando então a deter os direitos sobre os
passes dos atletas dados como garantia. O contrato estipula ainda que o Benfica
fica obrigado a dar como garantia o passe de outro jogador caso um dos cinco
dados como garantia sejam vendidos. E estipula que terá de ser um passe de valor
semelhante ao do jogador eventualmente vendido.
Em caso de incumprimento do contrato por parte da Benfica Estádio, a Somague
passa também a deter garantias sobre os direitos pagos pela Olivedesportos pela
transmissão televisiva de jogos do Benfica nas épocas de 2011/2012 e 2012/2013,
equivalentes a 7,5 milhões de euros/ano.
Ainda no âmbito do referido contrato, a Somague tem outras garantias
complementares a título de penhora, como as rendas de 100 mil euros mensais
pagas pela Benfica SAD à Benfica Estádio pela utilização do Estádio da Luz; as
rendas de 270 mil euros/ano de dois camarotes em específico e de todos os
restantes em geral e ainda as receitas dos bilhetes de época, neste caso tendo
como referência os valores obtidos nessa venda em 2003/2004, que ascendem a
2,640 milhões de euros/ano.
http://www.record.pt/noticia.asp?id=680129&idCanal=11
Encarnados hipotecam passes de cinco jogadores
GARANTIAS À SOMAGUE POR CAUSA DE DÍVIDAS DO ESTÁDIO
As dívidas do Benfica pela construção do novo estádio levaram à negociação de um
contrato de pagamentos com a construtora, assinado a 14 de Janeiro de 2005, em
que a Somague , além dos passes destes cinco jogadores, passa também a ter, em
caso de incumprimento do pagamento, garantias sobre "os direitos pagos pela
Olivedesportos pela transmissão exclusiva de jogos de futebol referentes às
épocas de 2011/2012 e 2012/2013, equivalentes a 7,5 milhões de euros anuais".
Caso algum dos cinco jogadores seja transferido para outro clube, o Benfica terá
de apresentar outra garantia, inclusivamente com passes de outros futebolistas
com valor semelhante.
Data: Segunda-feira,
1 Agosto de 2005 - 12:50
http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=566726&div_id=1456
Redacção MaisFutebol [ 2005/08/01 | 09:25 ]
O Benfica indicou os passes de cinco jogadores à Somague como garantia do pagamento da dívida pela construção do novo Estádio da Luz. A notícia é avançada pelo Jornal de Negócios e os jogadores em causa são Petit (50 por cento do passe), Geovanni, Fyssas, Dos Santos e Carlitos.
Além dos passes dos jogadores o Benfica entregou também como garantia as verbas dos direitos televisivos para 2011/12 e 2012/13 negociadas com a Olivedesportos, segundo noticia o jornal económico, que revela ter tido acesso ao contrato. O acordo prevê outros valores a que a Somague pode aceder a título de penhora, como a verba pega pela Benfica SAD à Benfica Estádio pela utilização do recinto ou as receitas dos bilhetes de época. No caso de os jogadores, se um deles for transferido é indicado o passe de outro jogador, em valor idêntico.
Esses «activos» são dados como garantia para o pagamento de 19,3 milhões de euros que representam parte da dívida pela construção do novo Estádio da Luz, num negócio que prevê o pagamento em 60 prestações. Assinado em Janeiro e em vigor desde Março, o acordo prevê que os passes e receitas dados como garantia sejam accionados caso o clube falhe o pagamento de alguma prestação.
Domingos Soares de Oliveira, presidente-executivo da Benfica SAD, desvaloriza em entrevista ao Jornal de Negócios a hipoteca, negando que as principais receitas da SAD estejam comprometidas. «Tenho 80 a 90 por cento das receitas disponíveis para suportar os meus custos correntes. Há uma coisa que é uma garantia, há outra que é a própria utilização dessas receitas. Não tenho nada dessas receitas hipotecadas, tenho as receitas dadas como garantia, mas utilizo-as como quero e entendo», defende.
Os custos totais
de construção do estádio, recorda o jornal, foram de 162 milhões de euros,
estando ainda em dívida 64 milhões. Os 42 milhões não envolvidos neste acordo
estão abrangidos pelo «project finance» que integra três entidades bancárias.
Manuel Vilarinho entrevista em A Bola, 23 Janeiro
2006
Deixou o Benfica cinco dias depois da inauguração do estádio e teve oportunidade
de fazer o
discurso e elogiar as pessoas que trabalharam no projecto, inclusivamente o
actual presidente, que
teve intervenção decisiva em toda aquela obra.
- Hoje em dia tudo aquilo me parece um milagre.
- Milagre pelo gigantismo, pela dificuldade?
- Não é o gigantismo que me impressiona, o que coloca um pouco os pêlos
arrepiados é o facto de o
Benfica ter avançado para a obra na situação económico-financeira em que se
encontrava na altura e
o resultado ter sido um sucesso.
- Obra também erguida em pouco tempo.
- Em pouco tempo e sem derrapar, até pelo que me parece o custo ficou abaixo do
orçamentado.
Pouco, mas ficou!
[o custo da obra do Estádio da Luz foi anunciado em Assembleia Geral de Sócios
em meados de
2001 como sendo de 23 milhões de contos; depois de concluída a obra foi
anunciado pelo próprio
Benfica e por todos os jornais como tendo atingido os 32 milhões de contos]
http://www.record.pt/noticia.asp?id=344125&idCanal=124
O Euro milagre
O CONVIDADO
Tentei então imaginar o que esta condição de colunista por um dia significava
para mim, lembrei-me do meu pai José Vaz Guedes, hoquista internacional, capitão
da selecção nacional e várias vezes campeão do Mundo e da Europa, e Prémio "Stromp"
do Sporting. Continuei o esforço e revi uma família de desportistas e ainda
hoje, alguns deles militantes activos no acompanhamento do desporto nacional e
preocupados, no contexto do futebol, com a gestão dos principais clubes
portugueses e seus sucessivos défices de exploração, sempre à procura de apoio
do Estado para suportar, por vezes, meros problemas de gestão.
Lembrei-me então subitamente do profundo envolvimento da Somague na construção
dos Estádios para o Euro'2004 e de quão minuciosamente, perspectivando a
oportunidade, havíamos preparado a nossa empresa, através de uma parceria com os
holandeses credenciados na FIFA, Ballast Nedam, para a construção dos estádios
do futuro.
Fiquei satisfeito, revivendo estes últimos cinco anos, por verificar que o nosso
esforço de ir à procura de soluções para os nossos clientes tinha dado frutos:
Estádio da Luz, Estádio do Dragão, Estádio do Bessa, Estádio de Leiria, Estádio
Loulé-Faro eram infraestruturas que tinham assinatura Somague, sozinhos ou
acompanhados em consórcio. Tínhamos conseguido fazer bem o trabalho de casa.
Mais gratificado fiquei ao verificar que na inauguração do primeiro deles, a
Somague foi brindada com um tributo do qual não recordamos paralelo ao longo dos
nossos 56 anos de história, por um dono de obra que, pelo prestígio que tem em
Portugal e no Mundo - o Benfica - nos deixa a todos muito orgulhosos.
Mas tenho a certeza que, não fora o profissionalismo, a motivação, a ambição e o
espírito de grupo que se vive na nossa empresa não teria sido possível cumprir,
como o foi no Estádio da Luz e dentro de dias no Estádio do Dragão, o contrato
PMG (preço máximo garantido) com os dois clubes.
E está aqui a verdadeira inovação e, se quisermos, a regeneração da imagem das
empresas de construção sérias em Portugal: é possível cumprir preço e prazo com
qualidade se nos couber a responsabilidade de controlar o projecto!
Continuei a minha cruzada e tentei reavivar a minha memória recente e verifiquei
que, apesar das críticas sucessivas a construtores e futebol, na recente
inauguração do Estádio da Luz estavam presentes quase todas as grandes
personalidades portuguesas: Cardeal Patriarca, Presidente da República,
primeiro-ministro, ministro Adjunto, ministro das Obras Públicas e presidente da
Câmara Municipal de Lisboa.
Afinal, parece que a cerimónia era mesmo importante e que o futebol e a
construção, quando tratados de forma séria e responsável, são igualmente motivo
de orgulho nacional.
E já agora, deixem-me dizer-vos que sou dos que penso que, provavelmente, teria
até sido evitável construir dez estádios para o Euro'2004. Mas, perdoem-me a
franqueza, a partir do momento em que essa foi a decisão tomada, à Somague
competia garantir, com profissionalismo, a maior quota de mercado possível.
Nunca tive, ao longo da minha vida profissional, uma vivência tão rica e ao
mesmo tempo tão difícil como aquela que passei nestes últimos dois ou três anos,
com os conhecidos problemas políticos e de financiamento das grandes
infraestruturas desportivas nas quais sempre acreditamos, apostando pela
positiva nas pessoas, na confiança, na amizade, na cumplicidade e na nossa
capacidade de, com bom senso, ultrapassarmos os vários problemas que foram
surgindo.
Hoje é fácil cantar vitória e valorizar as capacidades dos portugueses, mas
outros sabem e recordar-se-ão que foram muito poucos os que acreditaram que era
realmente possível. É este pequeno detalhe que valoriza a ambição, a coragem, o
trabalho e a conquista.
Viva Portugal!
Autor: DIOGO VAZ
GUEDES. Presidente da Somague
Data: Domingo,
9
Novembro de 2003 - 00:02